Entenda seus direitos quando alguém abre um empréstimo no seu nome sem autorização
Informações sobre seus direitos em caso de fraude bancária. O que a legislação prevê e como buscar orientação.
Publicado em maio de 2026 · 7 min de leitura
A lei está do seu lado. Mas ela não se aplica sozinha — alguém precisa exigir seus direitos por você.
Se alguém abriu um empréstimo no seu nome sem sua autorização, a lei brasileira é clara: você pode não ser responsável por essa dívida, dependendo das circunstâncias. O Código de Defesa do Consumidor e a jurisprudência dos tribunais garantem isso. O problema é que quase ninguém sabe.
E os bancos sabem disso. Sabem que a maioria das pessoas vai simplesmente pagar, negociar ou ignorar. Eles contam com o seu desconhecimento. Segundo dados do Banco Central do Brasil, as fraudes financeiras somaram mais de R$ 10 bilhões em prejuízos em 2024, com 11,5 milhões de tentativas registradas. Segundo o Relatório de Identidade e Fraude 2025 da Serasa Experian, 51% dos brasileiros foram vítimas de fraude em 2024. Desses, 54,2% tiveram prejuízo financeiro real. Este guia existe para ajudar consumidores a entender seus direitos.
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O que a Justiça já decidiu a seu favor

O Código de Defesa do Consumidor é a principal arma contra fraudes bancárias
Os tribunais brasileiros têm decidido de forma crescente a favor do consumidor em casos de fraude bancária. As decisões reforçam que:
O que os tribunais já estabeleceram:
- Bancos respondem objetivamente por falhas na segurança e verificação
- Ônus da prova é da instituição, não do consumidor
- Danos morais são devidos em caso de negativação indevida
- Contratos fraudulentos podem ser declarados nulos
- Responsabilidade solidária entre banco e fraudador
“O consumidor não pode ser penalizado pela falha do banco em verificar a identidade de quem solicita o crédito. Essa responsabilidade é da instituição financeira.”— Dr. Artur Ari Gurjão de Vilhena, advogado especialista em fraudes bancárias · OAB/PA 25.126
O guia prático: o que fazer agora
Se você suspeita que foi vítima, ou quer apenas se informar, aqui estão os passos que especialistas recomendam:
Passo a passo recomendado:
- 1. Consulte seu CPF no Serasa (grátis) e procure dívidas desconhecidas
- 2. Reúna provas — prints de tela, cartas de cobrança, e-mails
- 3. Não pague uma dívida que não é sua — isso pode enfraquecer seu caso
- 4. Não assine nada sem orientação — especialmente acordos com o banco
- 5. Busque orientação jurídica — é o passo mais importante
Quanto mais cedo você agir, mais ferramentas estão disponíveis. Esperar só limita suas opções.
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Perguntas frequentes
- “E se a fraude foi há muito tempo?”
- Prescrição é um fator, mas muitos direitos continuam exercíveis. Somente uma avaliação individual pode determinar isso. Não assuma que é tarde demais.
- “O banco pode me processar se eu contestar?”
- Não. Contestar uma dívida fraudulenta é um direito seu. O banco é quem corre o risco de ser processado por negligência.
- “Posso resolver direto com o banco?”
- Alguns casos podem ser resolvidos administrativamente. Mas o banco tem uma equipe jurídica defendendo os interesses dele. Você deveria ter alguém defendendo os seus.
- “E se eu já comecei a pagar?”
- Ainda há caminhos. Você pode buscar reaver os valores pagos e cancelar o restante. Cada caso é diferente — consulte um especialista.
- “Como funciona o atendimento pelo WhatsApp?”
- Simples. Você clica no botão, manda uma mensagem descrevendo sua situação, e recebe orientação inicial. Sem fila, sem burocracia.

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Este conteúdo tem caráter informativo e publicitário. Não constitui aconselhamento jurídico. Os resultados mencionados dependem de cada caso e não são garantidos. Consulte um advogado registrado na OAB para avaliação individual.
Fontes e referências
- CNN Brasil — Tentativas de fraudes bancárias sobem 10,4% em 2024
- CNN Brasil — Fraudes bancárias crescem 220% no 1º semestre
- CNN Brasil — Perdas com fraudes no Pix crescem 70% em 2024
- Brasil 247 — Golpes financeiros crescem 17% e somam R$ 10 bilhões
- Serasa Experian — Sala de Imprensa — Prevenção à Fraude
- Serasa Experian — Contas laranja crescem mais de 60% no Brasil
- Serasa Experian — Biometria facial poderia ter evitado R$ 29 bilhões em fraudes